quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Terminologia

ALGUMAS TERMINOLOGIA EM RADIOLOGIA

  • ESTEFANIA ALVES
  • EUDES LESSA
  • JUBERLI LACERDA

ÂNODO GIRATÓRIO:

Ânodo giratório é usado em máquinas de alta corrente, normalmente utilizadas em radiodiagnóstico. Ele permite altas correntes, pois a área de impacto dos elétrons fica aumentada. Como exemplo, tomemos um alvo fixo, cuja área de impacto é de 1mm x 4 mm, isto é, 4 mm2. Se este alvo girar com um raio de giro igual 30mm, a área de impacto seria aproximadamente: 754mm2; nestas condições, o tubo giratório teria cerca de 200 vezes mais área do que o tubo fixo.

ÂNODO FIXO:

Ânodo fixo são usualmente utilizados em máquinas de baixa corrente, tais como: raios X dentário, raios X portátil, máquinas de radioterapia, raios X industrial, etc

AMPOLA:

Uma ampola de Raios-X chamada também de tubo de Coolidge, é um dispositivo eletrônico cuja função é a produção de um feixe deelétrons acelerados ,composta de um invólucro de alto vácuo, em que num extremo existe um cátodo que é aquecido por uma corrente elétricade grande magnitude que passa por um filamento, emitindo assim o feixe eletrônico que é dirigido por bobinas defletoras e acelerado contra um anteparo (Placa ou Ânodo) por bobinas aceleradoras semelhante à um tubo de raios catódicos.

Basicamente a ampola de raios-x é válvula termiônica, o cátodo, uma vez incandescente, gera um alto fluxo de elétrons, que após acelerados atingem ao ânodo ou placa

ATENUAÇÃO:

É a capacidade da matéria de absorver ou desviar os raios x quando estes se chocam com ela.

BORRAMENTO:

É a falta de nitidez de uma imagem, também denominada flou-cinético ou flou-geométrico.

BUCK:

Sistema de grade móvel que consiste na movimentação lateral da grade, apagando da imagem radiográfica a projeção das linhas de chumbo no filme.

CAPA FOCALIZADORA:

Estrutura carregada negativamente que envolve o filamento de modo a manter os elétrons mais unidos e concentra-los em uma área menor do alvo.

COLIMADOR:

Dispositivo colocado na saída da calota do tubo para regular o tamanho e a forma do feixe de raios x.

CONTRASTE:

É a diferença de tons de cinza entre as densidades do filme. Constitui o fator que torna visível as formas e os detalhes das estruturas em estudo. Há duas variedades de constraste: ESCALA LONGA no qual uma longa seqüência de tons, desde o quase branco até o quase preto, também é conhecido como quase cinza; ESCALA CURTA no qual há menor número de tonalidades entre o brnaco e o preto, produzindo radiografias brilhantes.

CORPO ESTRANHO:

Qualquer artefato que esteja presente no corpo e que não pertença a anatomia.

DIAFRAGMA:

É um limitador de campo. É constituído por uma folha de chumbo com um orifício central. O tamanho e a forma desses orifícios são fixos e determinam o tamanho e a forma do campo de radiação.

EFEITO ANÓDICO:

Altera a intensidade do feixe de raios x, entre as extremidades do campo. Pode ser melhor utilizado para o corpo com significativa diferença na espessura de uma extremidade da imagem.

FILAMENTO:

Válvulas termiônicas, aquecimento do catodo para a agitação e conseqüente aceleração dos elétrons em direção ao anodo.

FLUROSCOPIA:

É uma técnica de imagem comumente utilizada por médicos para obter imagens em tempo real em movimento das estruturas internas de um paciente através do uso de um fluoroscópio. Na sua forma mais simples, um fluoroscópio consiste de uma fonte de raios-x e de uma tela fluorescente entre a qual o paciente é posicionado.

IMAGEM LATENTE:

É formada por interações da radiação eletromagnética com os cristais de brometo de prata. Esta imagem será vista após o processamento do filma.

INCIDENCIA:

Termo de posicionamento que descreve a direção ou trajeto do feixe de raio x.

NEGATOSCÓPIO:

Dispositivo com iluminação, utilizado em rediodiagnosticos, para analisar, com detalhes, uma radiografia. Feito de ferro e material plástico leitoso da cor branca, de vários tamanhos.

PENUMBRA:

É uma sombra na borda da imagem e isso ira diminuir quando a distancia foco-filme for aumentada e a distancia paciente-filme for diminuída.

PERPENDICULAR:

Relativo a uma reta que forma com outra reta ou com um plano um ângulo reto.

RADIOPACO:

São os materiais que oferecem resistência aos raios x, como os metais de maior número atômico.

RAISO X:

Ondas eletromagnéticas que são produzidas quando um feixe de elétrons é rapidamente desacelerado no cheque com o alvo.

RADIAÇÃO:

Qualquer forma de energia que se origine em uma fonte, propagando-se por meio de um material ou vácuo.

RADIOTRANSPARENTE:

Qualquer objeto (corpo) que não seja visível em uma radiografia, imagem preta.

TUNGSTÊNIO:

É um metal de cor branca acinzentada, brilhante, muito duro e denso.

TANGENCIAL:

O raio central (RC) tangencia a estrutura a ser examinada, projetando a imagem mais a frente.

A História da Radiologia no Brasil

A História da Radiologia no Brasil

A primeira TESE sobre radiologia foi apresentada por Adolpho Carlos Lindenberg, na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 1896. Eis a transcrição exata do que estava escrito em sua capa, respeitando inclusive a grafia original.

“Dos rais X no ponto de vista medico-cirurgico. These apresentada a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 5 de novembro de 1896 por Adolpho Carlos Lindenberg, natural do estado do Rio de Janeiro, afim de obter o grão de Doutor em medicina.”

Tornando-se Realidade

O primeiro aparelho de raios X chegou ao País em 1897. Fabricado pela Siemens, o aparelho era rudimentar, com bobinas de Rhumkorff de 70cm cada uma de tubos tipo Crookes. Naquela época, a cidade de Formiga não contava com eletricidade e para colocar o aparelho em funcionamento, era necessário alimenta-lo com baterias e pilhas Leclancher rudimentares de 0,75 HP. Os resultados não foram satisfatórios e então Dr. Pires decidiu instalar um motor fixo de gasolina que funcionava como um gerador elétrico.

Em 1898 realizou a primeira radiografia para demonstração de um corpo estranho na mão do então ministro Lauro Muller. Na época, o tempo para a realização de uma radiografia de tórax era de aproximadamente 30 minutos e do crânio, em torno de 45 minutos.

Na década de 50, após uma exposição do Departamento de Radiologia da Associação Médica de Minas Gerais, o aparelho foi enviado para o exterior, por falta de interesse das entidades governamentais em criar um museu histórico no País, naquela ocasião. Atualmente, o primeiro aparelho de raios X utilizado no Brasil encontra-se no International Museum of Surgical Science, em Chicago, nos Estados Unidos.

Os Pioneiros da Radiologia no Brasil

A primeira radiografia foi realizada no Brasil em 1896. A primazia é disputada por vários pesquisadores: SILVA RAMOS, em São Paulo; FRANCISCO PEREIRA NEVES, no Rio de Janeiro; ALFREDO BRITO, na Bahia e físicos do Pará. Como a história não relata dia e mês, conclui-se que as diferenças cronológicas sejam muito pequenas.


Alfredo Thomé de Brito

Primeiros Professores de Radiologia



Rafael de Barros
Primeiro professor de radiologia de São Paulo - 1913 . Santa Casa de Misericórdia

Duque Estrada
Primeiro professor de radiologia do Rio de Janeiro - 1913. Santa Casa de Misericórdia

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Professores que Deram Continuidade ao Trabalho dos Pioneiros


Nicola Casal Caminha - Professor da Faculdade Nacional de Medicina Considerado o Pai da Radiologia por ter formado a maioria dos radiologistas brasileiros.


José Maria Cabello Campos - Professor de Radiologia de Casa de São Paulo Fundador e primeiro Presidente do Colégio Brasileiro de Radiologia. Um dos fundadores do Colégio Interamericano de Radiologia.


Feres Secaf - Professor da Escola Paulista de Medicina, Ex-Presidente do Colégio Brasileiro e da Sociedade Paulista de Radiologia.


Walter Bonfim Pontes – Professor de Radiologia da Faculdade de Medicina de Sorocaba, S. Paulo. Idealizador e fundador do primeiro Curso de Técnicos do Brasil.

Fonte: Internet